sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Na real...

Eu amei, desde o primeiro momento, na primeira fração de segundos. Te amei e ainda te amo.
No instante em que te vi percebi que sentiria o que talvez nunca tivesse sentido antes. Pouco me importa seu jeito de ser ou de viver sua vida, escolhi você, escolhi amar você.
Me dedico ao amor sem deixar outros aspectos da minha vida de lado. Acho muito válido focar na vida acadêmica e outras coisas importantes na nossa vida. Sei que a seriedade é necessária mas, levar tudo a ferro e fogo creio não ser uma solução muito lucrativa. Uma pitada de vida, meias palhaçadas e um pouco de espontaneidade tornam a vida mais agradável.
Diferenças todo muito tem, momentos bons e ruins, fazem parte.
Tenho que ser realista, em mim as diferenças, por mais que digam que não, cedo ou tarde acabem aparecendo e me afastam um pouco cada dia mais de quem amo ou um dia amei. Elas estão ai, dentro de mim, ou não tão dentro assim, estão impregnadas em mim, as vezes até nas vistas de todo mundo, dá para ver. Fazem parte de mim, de que sou e, hoje não tenho mais dúvida. de quem vou ser daqui em diante.
Não me arrependo de nada do que fiz. Minhas escolhas me moldaram. Então, hoje vejo assim, bom...já que eu nasci assim, só vejo, por enquanto, duas opções, ou opto por viver me vitimizando e levo minha condição como uma depreciação, carregada por meus traumas e coisas negativas, ou, posso, como tenho tentado fazer, optar por, de certa forma, trazer algum lado positivo dessa minha realidade, levar isso ao meu favor e não contra mim, como muitas vezes fiz sem querer.
Com relação a relacionamentos,de qualquer ordem, a probabilidade de sofrer é grande. A quem eu quero enganar, parte de ser assim como sou é ter que conviver com pessoas que dizem te aceitar, e até aceitam por um instante, mas é só passar por situações um tanto delicadas ou até constrangedoras para você realmente ver se a pessoa está com você ou não. Acredito que nem todos aquentam a pressão que deve ser namorar ou conviver com alguém diferente, mas está tranquilo, eu meio que já aceitei esse fato. Não só do tipo que muda por alguém, até porque te darei duas razões bem razoável : 1º não quero. gosto, aprendi a viver assim, aprendi a conviver comigo mesma; 2º eu nasci assim, tive que me aceitar de uma maneira ou de outra.
Sou intensa em tudo que sinto e, na medida do possível demonstro. Não podemos controlar o que sentimos, podemos tentar mas acho que não teremos resultados positivos.
Não se escolhe a quem se ama, quando vamos amar e, se vamos continuar amando ou não. "THIS KIND OS STUFF IS A LITLLE BIT TRICKY"
Um coração partido doí, e muito. Mas não mata. Porque se matasse, eu morria e revivia várias vezes só para me matarem mais um pouquinho até não sobrar mais nada.
Sempre se espera que seja a última vez mas não é. Depois de tantos anos, creio que seria muita ingenuidade pensar que esse músculo involuntário não se partirá novamente. Pelo menos podemos torcer para que da próxima vez, já que parece ser inevitável, isso demore mais a acontecer. hehe

domingo, 29 de setembro de 2013

Memories...













Memórias aprisionadas, perdidas no tempo que nos faz uma visita de vez em quando.
Nos sentimos idiota por deixar tal lembrança passar por nós. Muitas vezes, deixam marcas tão profundas que, por mais que o tempo passe, são difíceis de serem apagadas, esquecidas. Diria até quase impossível.
Lembranças passadas podem atormentar o presente e o futuro. Viver como uma sombra, não nos deixando seguir em frente e virar a página.
Em situações parecidas, o passado vem nos advertir: "Você já passou por isso, algo bem parecido, lembra? Já sabe o que acontece"
Essa vozinha é cruel. Querendo a todo custo nos impedir de criarmos novas lembranças, temendo serem dolorosas, tanto quanto foram antes.
Acho que não dá não é? Não tem como controlá-las, as lembranças, o que passamos estarão lá, sempre a espreita.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cada um com seu cada qual...

Sentimentos, ilusões, confusões, palhaçadas...São muitos, digamos "conflitos", em uma pessoa só. Ufa, as vezes fica difícil tentar decifrar a si mesmo. E, muitas vezes, por não darmos conta do que estamos sentindo, qual é o sentimento da vez, metemos os pés pelas mãos e a confusão toma conta. Não entendemos o que se passa conosco. Cada dia uma nova surpresa, "uma caixa de pandora". Não sabemos lidar com nossas confusões internas, isso não significa que não tentamos.
Um vulcão está no corpo, é muita informação, um dia tudo explode e quem está por perto pode sofrer as consequências disso com você.
Imaginemos um gráfico das coisas que estão dento da gente, não cabe tudo de uma vez. É
complicado armazenar tudo aí dentro e, para dar mais espaço, algumas coisas terão que se espremer, não necessariamente deixar de existir, mas ainda caber em um pedacinho não esquecido. Se pensarmos bem, os sentimentos estão diretamente ou indiretamente ligados aos possíveis, bem possíveis, conflitos internos que nos acompanham nessa arte que é viver. Isso, essa mistura equilibrada ou desequilibrada geram crises existencialistas e ficamos ou nos sentimos inconstantes. Vejo sentimentos muitas vezes sentidos, mas nem sempre identificados, daí a confusão, que gera os temíveis ou  não, conflitos internos. Conflito é bom, pois gera reformas. Mas esses conflitos que geram, ou podem não fazer nada, kkk, reformas podem causar o caos dentro de um ser humano até então "inofensivo" causando dores infelizmente ou felizmente inevitáveis, causando assim inúmeras circunstancias que podem, como na maioria das vezes, ser catastróficas...
­_ sei lá, acho que pessoas que se destroem com seus conflitos geralmente são porque tem muito medo de amadurecer, de crescer.
É uma constante mutação, constante metamorfose. Tudo muda você, até o simples fato de uma noite ter tido um sonho, ou acordado num lindo dia de sol. O que muita gente não sabe ou nem quer saber é que elas se destroem sem nem ao menos perceberem, o sentimento, o amadurecimento está lá, mas nem todo mundo percebe. Mas, creio eu, isso estar no corpo e na alma, impregnados como um vírus, quando você menos esperar acontece e, nem sempre estamos prontos para isso. Ás vezes, vai na marra mesmo kkk
_É por isso que acho reflexão tão boa, para você ter pensado antes naquilo que pode te mudar, para já ter um preparo da mente para algumas coisas, ser decidido sobre algumas questões antes mesmo delas surgirem.
Esse momento reflexivo é ótimo, mas muita gente não conhece o caminho de uma reflexão, ai a vida ensina. E ela não espera ninguém estar pronto, joga tudo no ventilador kkk. A sensibilidade de percepção não é todo mundo que tem, auto percepção, vem com o tempo ou simplesmente não vem. Tem quem passe a vida inteira procurando entender certas coisas, e quando entendem, se entendem, pode dar um nó na cabeça, que faz com que se percam ou façam coisas que não condizem com a maneira delas, kkk (enfiar os pés pelas mãos kk).
Mas essa "maneira delas" é muito relativa, pois todos temos potencial para ter esse tipo de reflexão, basta quereremos buscar isso ou não. Ter potencial é uma coisa, a dificuldade de decifrar seus próprios "enigmas" é outra coisa e as duas são bem distintas. Somos criaturas com um monte de criaturinhas indecifráveis dentro de nos mesmos kkkk. Tem quem goste de pegar as criaturinhas e investigar elas até não sobrar quase nada. Mas nem todo mundo sabe fazer isso né? Kkkk E, infelizmente, esse quase nada ainda é muito e, tem outra coisa, quando você acha que não sobrou mais nada, vem mais uma pontinha que se torna outra criaturinha kkkk.
Por isso as pessoas deviam faz isso mais, momento reflexão, afinal, não dizem que com a prática vem a perfeição, (acho meio balela isso, perfeição... chatice, mas...), elas vão conseguindo mais a cada dia.
Somos seres com assuntos inacabados, como fantasmas daquelas histórias kkk, E, ainda por cima tem muita coisa do subconsciente que não se entente né?, ai fica mais complicado.



texto colaborativo, com agradecimentos especiais a um aspirante a escritor,  Pedro Henrique Buson. Muito obrigada! 





sábado, 4 de maio de 2013

Sou assim sim, com muito orgulho. Prazer, eu sou....

Começo me apresentando. "Olá, meu nome é....". A pessoa do outro lado olha, acha estranho e, sinceramente não me importo...mais. Sou assim mesmo, se não gosta, paciência. Não vou tentar fazer com que goste de mim ou me aceite ao seu lado. Cada um é cada um, certo? Certo, mas tem uma coisa da qual não abro mão, RESPEITO.
Quer me conhecer? Ótimo. Vamos conversar  Quer me julgar? Não é bacana, mas, me conheça primeiro e depois veja se sou tudo aquilo que pensou. Posso não ser como imaginam que eu deva ser, ou como esperam que eu seja talvez. Me ouça, não peço muito. Procuro sempre ser verdadeira a respeito de tudo mas, acima de tudo, dois pontos fundamentais para mim: meus sentimentos e quem sou, ou como sou.
Eu "escolhi" a vida que levo. Como muita gente não sabe o que tenho, nem posso obriga-las a saber, e parece que tem medo de perguntar. Hoje em dia, quem quiser vir conversar comigo, não tenho problema nenhum em contar o porque eu sou desse ou aquele jeito. A única coisa que peço encarecidamente é, se não pode conviver comigo sem me olhar torto ou sentir vergonha, não sou o tipo de pessoa que obrigue ninguém a nada.
Se sou como sou, tudo bem que posso ser um pouco exagerada, sou palhaça, brincalhona, meio moleca, etc. Gosto de ser assim e, aliás, conversando com amigos, resolvi dizer, depois de anos sem sequer me perguntarem, porque sou meio "doidinha", respondi e, respondo para quem se interessar, porque sou assim, ajo como ajo perante a vida como uma forma de compensação por algo que perdi ou acho que perdi.
Hoje, sou mais ouvida, me sinto mais ouvida e ao mesmo tempo isso é tão a acolhedor. Quem me conhece, meus amigos, minha família e, aqueles que realmente se interessam por mim, de alguma maneira, vão me ouvir. Hoje, já não importa se fulano ou ciclano me ouvirão, o que acharão de mim. Chega! Eu quero ser essa...que, pessoas que convivem comigo conhecem, sabem, mesmo que mais ou menos, a minha história, como vivo minha vida.
Como diz a música "I am what I am
                                      I am my own special creation
                                      So come take a look"
                                     
Falo, claro, para quem quiser ouvir. Por exemplo, certa vez, sem me perguntarem nada, como de costume, perguntei: eu sei ser séria  sim, mas sabe porque eu prefiro ser assim? Se você tiver tempo e paciência, eu te explico e, qualquer dúvida pode me perguntar. Entendo que deve ter gente com medo de perguntar e me machucar, mas os olhares e a maneira como vou ser tratada me machuca muito mais. 
A vida não é tão gentil assim, mas prefiro conversar e me machucar sabendo do que sem nada, um grande vazio. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu e os outros "Eus"

Nos manifestamos como podemos. Conflitos são gerados a partir das manifestações humanas e como isso repercute no outro.
Uma vida sem conflitos não existe. Conflituamos conosco mesmo e com o outro.
Intervenções nem sempre são possíveis e, quando são, as consequências poderão ser catastróficas. A fuga seria quase impossível e a loucura bem próxima hehe. Quem está fora da situação pode até "ver uma luz no fim do túnel" e oferecer ou aconselhar uma saída. Mas dificilmente os envolvidos irão dar o braço a torcer.
Quando o assunto é nós conosco mesmo, aí podemos até desabafar com outras pessoas, tentar encontrar caminhos com ajuda de algum profissional, talvez olhar para dentro de si mesmo, etc. Isso tudo pode ajudar, como em algums casos ajuda mesmo. Mas, a resposta final sempre estará com você

domingo, 28 de abril de 2013

Bom, Ruim ou...Assim, Assim

A paixão é uma difusão turbulenta. Depois dessa área de turbulência podemos enxergar a presença ou a ausência de um envolvimento mais significativo. Intenso. Da alma.
Amar é se envolver com prazer e dor.
Para alguns, na minha opinião, o amor se tornou tão banal e o eu te amo tão insignificante, dito assim ao leu.
Tenho medo de amar mas mais medo ainda tenho de não amar. Um sentimento tão estranho que corrói e acaba com tudo que tem lá dentro. E, as vezes, quando a gente acha que acabou com tudo de vez, aparece uma pontinha que pode acabar virando uma grande pontona hehhe
Um psicanalista disse "as pessoas  a trocar de parceiro sempre que impeçam de realizar seus desejos ou obriguem a diminuir o ritmo de vida".
Nunca quis impedir que realizasse nada, pelo contrario, vou impulsionar  nas suas grandes conquistas, afinal sinto muito orgulho de ver quem amo conquistando tudo que deseja, progredindo. E quanto a diminuir o ritmo de vida, é apenas preocupação por lavar uma vida, muitas vezes, muito atribulada.
O amor, um relacionamento é uma via de mão dupla.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

tic, tac...

Como um coração pode funcionar só pela metade?
Pedacinhos dele foram sendo tirados de mim dia após dia. Uns com o meu consentimento, admito, outros sequer me foram solicitados mas de mim roubados.
Nunca fui nem me senti a garota mais bela do mundo, pela qual os garotos suspiravam. Minha auto estima esteve em baixa por muito tempo. Acho que aos pouco, mesmo que aos trancos e barrancos, vou conseguir torná-la no mínimo razoável. Olhava no espelho e não via nada interessante, só alguém
desmoronando no seu reflexo.
Já ouvi diversas vezes que o tempo cura, que com o tempo as coisas podem melhorar, o tempo isso, o tempo aquilo, o tempo... tempo... tempo...
É complicado deixar as coisas a encargo do tempo, e deixar a vida seguir seu curso. Muitas vezes nos propomos e , realmente acreditamos ou não querer isso, a nos "libertarmos das nossas trevas", do que já passou.
Há tempos em que pensamos que o tempo é nosso inimigo. Em certos momentos acreditamos piamente nisso mesmo.
Coisas, pessoas, partes de nós mesmos são perdidas ao longo do tempo.
Mesmo com corações partidos, trevas interiores e exteriores, coisas perdidas pelos caminhos, com tudo isso, a passagem de tempo leva, ou não, de uma forma ou outra, a nos conhecermos melhor.
Ao longo do tempo acrescentamos ou "retiramos" algo a nossa identidade.
Amores vão e vem mas com o passar do tempo sentimos falta daquele amor especial, daquele alguém especial ao nosso lado. Sentimos falta das conversas de antes. Dos carinhos e abraços. Dos sorrisos que arrancava mesmo quando tudo parecia estar um lixo na vida. No seu coração eu estava em casa.
Mas o tempo tira, depois pode colocar tudo de volta...ou pode passar...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Vou me equilibrando no meu desequilíbrio....


E assim vou andando...um passo de cada vez, como uma bailarina com uma corda debaixo dos pés.
Sou desequilibrada, fato e não posso mudá-lo, mas vivo da melhor maneira que posso. Mas também não vou usar uma placa amarrada no pescoço com os dizeres AQUI É UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Irão notar eventualmente, não preciso me justificar, como se precisasse me desculpar por ser assim.
Vou prestar mais atenção em mim agora,  me ouvir, me amar. Deixar o novo entrar e conviver o melhor possível com meus temores. Isso não quer dizer que eles não estarão lá. Aliás, sempre estiveram mas podemos facilitar a convivência né?.
O passado assombra, tentativas requerem coragem e força de vontade e querer, acima de tudo, que tudo possa ser diferente. Demônios, nossas próprias prisões, muitas vezes por acharmos que sempre será a mesma coisa, momentos já vividos e os medos de novamente passarmos por situações um tanto quanto incômodas. Por mais que sejam difíceis de superar em um primeiro momento, frustração maior de não ter havido tentativas será maior que os próprios demônios, que o passado, etc. 
Ouso dizer que o fracasso em si é não ter tentado um dia. Não conseguimos, uma nova tentativa por dia, várias possibilidade de se tentar. Hoje, acredito ser mais feliz como sou, me aceitei em fim. E continuo tentando, fazendo com que meus medos tenham medo de mim, por assim dizer. Lutando com meus demônios (todos temos, assim como nossas próprias prisões). Combatemos como podemos mas o importante é fazê-lo sem nunca deixar que os imprevistos e percalços que a vida nos impõe deixe que desistamos dos nossos propósitos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O que a vida nos reserva?...não sei, vamos viver?

O jogo da vida parece uma roda gigante ou uma montanha russa em um grande parque de diversões.
A vida tem seus altos e baixos, pode andar rápido ou bem devagar. Tudo tem seus dois lados. Tudo em seu equilíbrio  no meu caso desequilíbrio  literalmente falando hehehe.
Tem seus riscos, ventagens e desvantagens. perdas e ganhos. Subidas e descidas. Surpresas inesperadas, boas ou ruins. Dois lados da mesma moeda. Ninguém perde todas nem ganha todas.
Há quem decida experimentar e ir em todos os "brinquedos", tudo de uma vez, outros preferem ir com mais cautela, talvez até com certa desconfiança. Já há quem queira se aventurar mais de uma vez, mesmo que já tenha quebrado a cara. Na verdade, por mais que queira repetir a dose, sempre vai ser uma experiência nova, diferente, mesmo sendo conhecida. Um amante dessa aventura que é viver!
Só sei que essa danada de vida também parece uma grande viagem fadada a acontecer de tudo.Tudo junto, misturado. Uma confusão! Coisas sem explicações aparentes, sem ter esconderijos  Engraçada, confusa. Onde tudo pode acontecer...até não acontecer nada hahaha

terça-feira, 5 de março de 2013

Somos mais do que nossas deficiências....

Excluir uma pessoa só porque ela (ele) é diferente na minha opinião não é lá muito sábio, muito pelo contrário, é burrice. Todos somos diferentes, temos limitações diferentes.Por falta de informação ou medo de sermos julgados, tendemos a nos esconder por acharmos incapacitador para realizar atividade igual ou equivalente a pessoas da nossa idade. Muitas vezes, a pessoa portadora de deficiência poderá exercer tarefa igual, ou melhor do que muita gente "normal" por aí.
Quando nos deparamos com algo ou alguém diferente tendemos a olhar e nos afastar e muitas vezes julgamos sem saber as reais "condições".
Ninguém está isento de um gesto ou palavra preconceituosa. O que algumas pessoas, senão a maioria das pessoas deveriam saber que a discriminação e a prática preconceituosa são hábitos asquerosos e que ninguém merece ser julgado como "ser incapacitado ou coisa que o valia".
Ser deficiente não é uma doença nem alguma coisa contagiosa, só temos limitações diferentes a de uma pessoa "normal".
É do ser humano olhar o diferente, isso é fato. Mas é esse olhar que machuca, incomoda, mas, ao mesmo tempo, não podemos exigir que saibam o que temos, a explicação por nos olharem tanto. O que se quer é respeito a diversidade, ao jeito de ser de cada um.
Não é porque uma pessoa nasce com deficiência que deverá ser excluída. Muito pelo contrário, deve ser tratado com uma pessoa "normal" que é o que ele/ela é.
Cada pessoa, individuo, tem seu tempo, suas peculiaridades. Crianças, adolescentes e até adultos encontram, em geral, muita dificuldades de integração, não só em decorrência do preconceito de outros, mas também por sua baixa auto-estima e pouca sociabilidade.
O preconceito está presente na vida e na realidade de muita gente.Uma das coisas mais difíceis de lidar é o jeito que as pessoas olham para nós.
Por que existe o preconceito?
Preconceito nada mais é do que um julgamento antecipado que geralmente causa muito sofrimento à pessoa vítima desse comportamento. Seja pela cor, raça, religião, posição social ou, até mesmo contra alguém que possua algum tipo de deficiência.
Algumas pessoas tentem a se distanciar e a isolar os que nasceram com alguma limitação.
O que muitos não entendem, é que diferenças existem e estão em todos os lugares. Ser diferente não significa ser incapaz, e sim ter maiores limitações ou limitações diferentes.

segunda-feira, 4 de março de 2013

P que P

A vida já partiu e quebrou meu coração tantas vezes, honestamente, não sei como ele ainda bate. Mas, apesar disso continuei vivendo, tomando algumas porradas talvez, mas vivendo mesmo assim.
As vezes acho que além de ter sido treinada para fazer o que faço hoje, junto com o pacote, por assim dizer, digamos que tive que aprender a lidar com as vantagens e desvantagens de ser como sou. Só que eu não via vantagem nenhuma, muito pelo contrário, quanto mais tentava me encaixar mais sofria com o bullying por ser diferente. Então comecei a achar que o treinamento que tive lá na Hungria foi só pela metade. Lá eu aprendi a me erguer e reerguer mas, aqui fora, não tinha aprendido a me defender.
De certa forma, aprendi, e acho que continuo aprendendo, a sofrer ao tentar me enturmar pela primeira vez.
Digamos que daí para frente veio a fase de experimentação. De como iria encontrar maneiras para me defender, o que iria fazer  ou dizer ou como iria reagir ao ouvir alguém me atacar com palavras nada pouco gentis.
Ixi!! Já chorei, Já bati, xinguei e até briguei. E também não deixei de viver por causa disso. Agora que dá vontade de degolar muita gente por aí, isso dá.

sábado, 2 de março de 2013

Eu posso sim...do meu jeito mas posso


A cada dia que passa me sinto mais capaz e ao mesmo tempo mais estabanadaSmiley mostrando a língua. Não gosto de me machucar, de tropeçar. Na verdade, acho que ninguém gosta.
Meu avô, quando reclamo de uma queda ou arranhão, me disse uma vez que era bom que eu estivesse caindo e me machucando, significa que eu estava andando. É... pensando por esse lado ele até poderia ter razão. Pensei muito sobre isso, ninguém nunca disse isso assim, que me tenha feito parar e refletir sobre o assunto. Mas, mesmo assim, ainda é desagradável, para não dizer o mínimo, andar parecendo uma equilibrista ou um bêbado trançando as pernas por aí.  Mas... Essa é a minha vida, minha história, ou parte dela. Mas não vou esconder nem ter vergonha de quem sou muito menos de como sou. Não mais!
Estou farta de me lembrarem a cada hora das minhas limitações. Como se eu pudesse esquecer desse detalhe. Eu nasci assim porra!
Sei que todos querem o meu bem e se preocupam comigo mas, poxa, convivo com isso a anos. Gostaria que botassem um pouquinho mais de fé em mim sabe. Só quero poder ser eu e não quem querem ou ja quiseram, sei lá, que eu seja.
Sabe, sempre passa um filmezinho na minha cabeça que me mostra coisas que não podia fazer e agora posso, talvez não direitinho, mas do meu jeito eu posso.
Tenho plena consciência de que existem coisas que ainda fica complicado de eu fazer, mas como sempre, dou um jeito, meu jeito.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

meses em minha vida

No mês de Janeiro nascia alguém que anos mais tarde seria para mim um dos grandes exemplos da minha existência. Com ele viria a descobrir a alegria de ser quem sou hoje... e parte de quem quero ser. Uma das minhas grande inspirações,hoje tenho o prazer e o privilégio de ter em meu convívio um ídolo, herói, amigo, companheiro de diversas conversas de escritório, pai, irmão mais velho, mestre, e, por último mas não menos importante meu querido e amado avô. Américo de Souza, um homem muito importante na história dessa aspirante a escritora que vos fala. Desde muito "piccola" como dizem os italianos, tive em meus ensinamentos o presença desse grande mentor, como o considero sem nenhuma intenção a bajulação. Teve fundamental participação no meu crescimento, tanto como pessoa como, se posso ousar dizer, intelectual e escritora, como fonte de primordial inspiração. Figura paterna juntamente com minha "segunda mãe", me ensinaram com orgulho e esmero, e ainda assim fazem, a viver a vida decentemente sem ludibriar ou motejar ninguém, a ser educada, cortez, quando possível. Absorvo e absorvi os ensinamentos que a mim foram confiados e, procuro, com apuro, utilizar em meu cotidiano.
Em Agosto, além do meu aniversário hehe, nasceu uma mulher maravilhosa, para falar o mínimo, que me deu a honra de poder chamá-la de vó, minha querida vovó. Não dotada de muita paciência mas, confesso também não ser fácil. Mulher de fibra, graciosa e outros adjetivos definem quem me acolheu por diversas vezes em sua casa e em sua vida.
Essas duas pessoas, dois meses, são de extrema importância nos capítulos de minha história e, acredito e espero ansiosamente, tenho muito mais a aprender com eles.


Meus mestres,
 meus queridos...
meus avós

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Anos passam...e passaram...

Em 2009, se bem me lembro, me veio o questionamento e a discussão sobre algo que poderia mudar a minha vida. Em um primeiro momento a ideia de mudança me pareceu extasiante. Claro que gostaria de poder fazer tudo que não posso ou poderia fazer hoje. Depois, já refletindo muito sobre o assunto, entrou em pauta diversas dúvidas.
Por que vou querer me mudar? Implantar algo em meu corpo se nem ao menos sei se é seguro? Tá! Mesmo sabendo que há chances de eu "andar direitinho" e que há experimentos e tal, ainda sim, será que seria bom me transformar, ou devo dizer, me melhorar? Honestamente, não sei se isso é bom ou ruim.
Será que estaria pronta para largar ou abrir mão da minha vida de luta e esforço para receber "a coisa pronta"? Minha vida toda se baseou e ainda vai continuar assim, em superar meus limites e "suar a camisa" para conseguir me erguer e reerguer, enquanto algumas pessoas julgavam que eu não conseguiria.
Acho que não conseguiria ser de outro jeito. Coisas, para muitos não tão importantes assim mas para pessoas como eu e como outras que tive o prazer de conviver, mesmo por pouco tempo, foram conquistadas a um custo. Custo que digo não só economicamente mas psicologicamente, mentalmente e, claro, fisicamente.
Tenho medo sim, não vou negar. Medo do que ainda vem por aí.. Mas mesmo se der tudo errado não desistirei, tento de novo.  Sou forte, serei mais forte ainda se preciso for.
Sigo assim, sendo quem sou e quem quero ser, com a vontade de vencer e ir mais longe.
Hoje rio dos meus próprios tombos, brigo com coisa quando tropeço ou esbarro nelas. Sou palhaça, moleca, doida, baixinha e atrevida.
Essa sou eu ....simplesmente assim :)


SER DIFERENTE 
É
NORMAL


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Força...2013 está aí!

Por mais difícil que seja temos que ficar de cabeça erguida e seguir em frente por mais doloroso que seja. Não podemos deixar que a dor e/ou momentos difíceis nos vençam. Lutamos e vencemos...e é isso aí...
Pior que dá sim uma puta vontade de desistir mas então tudo que vivemos até agora será em vão...coragem, força e não se deixe abater. Se achar que não tem forças o suficiente, crie uma nova para você. Enfrente, você irá se sentir bem melhor se se permitir fazer isso.
Medos todos temos, o que não vale é jogar a toalha, deixar o medo e o desespero tomar conta. Na vida, enfrentamos nossos monstros a cada dia, a cada noite...todos os dias das nossas vidas e, por mais difícil que seja temos que tomar as rédeas de nossas vidas e mostrar aos nossos medos, inseguranças, preocupações, etc, quem é que manda. Caso contrário não viveremos nem teremos forças o suficiente para ajudar quem precisa de nossa atenção e apoio.
Coragem e vontade de vencer nos move...as vezes possuímos uma força que até então pensávamos não existir em nós...uma força absurda