Hum... o que escrever?😶 Ou como dizia no filme Christopher Robin: “that to do..what to do...(o que fazer...) Essa pergunta me acompanha como uma sombra leve, às vezes quase invisível, mas sempre presente. A inspiração não chega como nos filmes, com trilha sonora e iluminação perfeita. Ela é mais como uma brisa: ora suave, ora imperceptível, mas sempre ali, se eu parar para sentir. Às vezes um roteiro ajuda... Se bem que, para os vídeos (pouca coisa) que fiz no Instagram, nenhum teve roteiro: só saí falando o que queria falar e pronto. Claro que, no caso de vídeos, tem a parte da edição e tudo mais que precisa para postar um vídeo...
Nesse domingo, dia 29 de março, assisti a uma peça que
acabou me trazendo algumas sensações que confesso nunca ter pensado antes e,
para quem gosta de escrever como eu, uma aspirante a escritora que
aparentemente mora dentro de mim, já começou a “sonhar acordada”. E se... Pera
aí, parem as máquinas e rebobina a fita...
Lembram do monólogo “fragmentos de mim”? Pois, tinha 23
anos quando escrevi e apresentei. Agora, aos 40, não sei o que colocaria (até
porque não sou escritora e naquela época tinha meu professor para me guiar).
Enfim...boa para frente que atras vem gente! Hoje, aos 40 anos, percebo que os
fragmentos mudaram de lugar. Alguns se perderam, outros se transformaram, e
muitos eu finalmente consegui deixar para trás. Não porque deixaram de existir,
mas porque já não me serviam mais. As coisas que me incomodavam antes, já não
me incomodam tanto. Não vou tapar o sol com a peneira, é claro mas acredito que
depois de um tempo e de muitooooooooooooooooooo pensar e repensar em algumas
coisas e, claro um pequeno help aqui e outro acolá, fui percebendo que os
incômodos até podem existir ainda um pouco mas mudaram de lugar, foram para
outras caixas, outras tirei o pó e vi que já não cabem nas caixas que os
colocava mais e finalmente consegui me desapegar (espero😂)...Mas é um processo né e,
dificilmente esse processo é tranquilo viu. Na maioria das vezes é doído e
costuma deixar marcas que ninguém vê.
Uns 16 anos depois, já formada e agora na luta para
terminar a segunda graduação, como recomeçaria esse monologo? Hum... O que
escrevi lá em 200 e bolinha não deixaram de ser verdade, em partes...Algumas se
transformaram, evoluíram...assim como eu.
Vejamos e vamos analisar o que escrevi na época... O desafio de superar limites
permanece tão verdadeiro quanto era no passado. Ainda hoje, é um processo que
se revela difícil e, em muitos momentos, exaustivo. Chato para caramba, não vou
mascarar! Hoje, assim como escrevi na época, sei mais do que nunca que é a mais
pura verdade! O resto do que escrevi lá atrás ficaram lá...revisito de vez em
quando mas acho que seria mais sábio se ficassem por lá mesmo. Até por que já
penso de outra maneira o que já foi escrito, evoluiu.
Ressignificar... O palavra bonita! Chega até ser poético
mas, não se enganem, por mais bonita que seja, essa danada pode ser bem
dolorosa viu. Lembrar ou relembrar algumas coisas que às vezes até
preferiríamos esquecer nem sempre é agradável mas em certos momentos acaba se
tornando necessário, nem que seja para podermos ir para o próximo capitulo.
Não vou romantizar e nem me vitimizar, até porque não dá,
não pode, não é produtivo sabe... A vida não é filme com trilha sonora
perfeita. É mais como um ensaio sem roteiro, onde a gente improvisa, erra,
repete, corta, edita... e segue.
Então, qual será a próxima história? Não vou continuar de
onde parei pois não sou mais a mesma. Continuo Júlia, é fato mas as questões
daquela jovem de 23 anos se transformaram em outras. Hoje carrego indagações
novas, inquietudes diferentes, desejos, sonhos que ainda não sei nomear e, o
que mais que tiver que vir...
Talvez a próxima história não precise ser grandiosa.
Talvez baste ser verdadeira. Porque, no fim, escrever, ou viver, é isso: dar
voz ao que pulsa dentro, mesmo que seja só um sussurro.
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