terça-feira, 18 de maio de 2010

Natação...recomecei!

Ontem foi minha primeira aula de natação, depois de algum tempo parada. Nossa...nunca pensei que eu estivesse tão fora de forma assim RS.! Mas ainda chego lá. Minhas aulas são segunda e quarta feira de manhã.
É ótimo poder voltar a nadar, desenferrujar né...RS.
Quero estar logo em forma de novo. Eu até que nado bem sabe. Quer dizer, para quem nada desde os dois anos de idade, eu não faço feio.
O único senão dessa história é, que eu nado de manhã e, sinto um pouco de frio. Mas, depois posso ir para casa tomar um chocolate quente né.
Aí, de tarde, o Pedro, um Amigo do cetefe, vem me buscar aqui em casa para assistir o treino de futebol dos rapazes de lá. Eu me divirto muito. Eles são muito legais, todos, sem exceção.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

RECOMEÇO!

A partir dessa segunda-feira, volto a fazer natação. Estou tão feliz!
A natação me ajudou muito, no meu equilíbrio. Além do mais, é uma delícia estar na água. Eu adoro a sensação de estar flutuando, seu corpo fica mais leve. Nadar me acalma.
Vai ser como se eu estivesse recomeçando uma fase da minha vida que tive que adiar por algum tempo.
Não é só a natação que me acalma, a dança também. Mas como não posso fazer tudo de uma vez só né. RS
Vou fazer um recomeço para mim, vou tentar ficar mais calma, RS. E, quando nado, parece que tudo de ruim ficou lá fora. É um dos meus momentos onde eu posso ser eu. RS.
Aliás, no cetefe, que é onde vou fazer aula, posso ser eu mesma, me sinto muito bem lá. O pessoal de lá é muito bacana sabe!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Medo...

Tento ser forte por mim e, acima de tudo, por minha família. Tenho medo de decepcioná-los, medo de não ser forte o bastante.
Não digo força no sentido físico, mas sim no emocional.
Acho que, desde que"descobri" minha deficiência (essa palavra não tenho mais medo de falar), tenho feito de tudo ou, quase tudo, para encontrar forças para lidar com tudo isso.
Sempre que caio, tropeço ou algum outro obstáculo que encontro na minha frente, xingo, fico chateada. Mas é o jeito que tenho para extravasar. Eu não posso ser de outro jeito que não seja esse. Minha mãe não entende e briga comigo. E olha que eu tento com todas as forças entender o lado dela viu.
Um dos meu maiores medos é de não ter ninguém para desabafar, conversar sobre o que sinto. Sinto medo como qualquer outra pessoa. Mas, principalmente tenho medo de me tornar um peso para os outros, de não conseguir dar conta de fazer algumas coisas. Medo de ser inutíl.
Não pretendo me fazer de coitada, aliás, isso é que não sou e nunca fui e não é agora que vou ser né. Mas, meus medos e angustias estão muito presentes em minha vida, tudo que faço.
Eu sei que minha família me ama mas, é como eu me sinto.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SAUDADE...

Quando somos crianças, tudo parece ser tão mais fácil né? Minha mãe fazia tudo por mim, o que eu não podia ou não dava conta de fazer.
Mas aí, eu inventei de crescer e hoje, tento tomar conta de mim mesma. Mas as vezes dá uma vontade de correr para o colo da mamãe, chorar nossas pitangas quando estamos com algum problema.
E...dá saudade daquele tempo onde não tinhamos preocupações nenhuma e podíamos contar com o colo das mães. Sinto saudade de poder chorar sempre no colo dela quando alguma coisa me chateava, quando os meninos da escola pegavam no meu pé e, também quando eu gostava de algum garoto e ele não me dava bola ou não me levava a sério.
Hoje, como eu tive que crescer RS, sinto falta das brincadeiras, festas de família, de pessoas que passaram pela minha vida. Das histórias que me faziam rir.
Hoje, ouço histórias da minha família, vejo álbuns de fotos, choro da falta que me faz ou fez, já não sei mais, de um homem que eu quis muito que fizesse parte da minha vida. Das festas que não participei, de coisas que não podia e queria poder fazer. Etc.
Tem horas em que eu muita sinto falta...de compania. De um grande amor talvez, de alguém com quem eu possa, ou melhor, consiga, dividir minhas alegrias e tristezas do dia a dia. Alguém com quem eu possa ser quem eu quero ser, sem tem sempre aquela cobrança que existe quando a gente se torna adulto.
Crescer é bom mas, sinto falta das coisas que eu podia fazer sem ter que me preocupar, muito, com as conseqüências.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MINHA PAIXÃO...

Eu adoro dançar. A dança é um momento só meu, onde posso me "libertar", sentir meu corpo, minhas possibilidades. Tudo bem que nem sempre posso dançar como gostaria.
As vezes sonho que estou dançando num lindo vestido e usando salto alto, que é uma coisa que não posso usar. Quando estou dançando sozinha no meu quarto e fecho os olhos, é como se não tivesse deficiência nenhuma, não tenho medo de cair nem de machucar ninguém.
Quando comprei meu vestido de formatura pensei, vai ser o máximo sair com essa roupa e dançar como eu havia feito no meu sonho. Só que em vez de ser preto, era vermelho, RS. Mas tudo bem.
Eu sei que tem coisas que eu não posso nem poderei fazer, mas como não posso realizá-los na vida real...
É um momento mágico para mim, esqueço por um segundo que lá fora tem gente que fala o tempo todo: Júlia, você não tem condições de fazer isso ou, você pode se machucar com aquilo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Escolhas que fiz na vida!

Não escolhi nascer assim e, até alguns anos atrás, sempre me perguntava o porque. Mas depois, comecei a reparar como algumas pessoas olhavam para mim e comentavam, fazendo muitas vezes comentários grosseiros. Decidir que a partir da li eu não ia mais me importar com o que dizem de mim. Claro que incomoda, mas o que posso fazer.
Já chegaram para mim e falaram que eu estava bêbada, doidona, etc. já disseram tanta coisa... Já aconteceu até quando eu estava junto com um pessoal que também é deficiente e, meus colegas da escola me perguntaram o que estava fazendo com esse pessoal "doido" (foi o termo que eles usaram) Eu respondi, educadamente, que fazia parte daquele grupo. E ainda completei, se não quiserem mais andar comigo na escola, eu entendo, aliás, não entendo não, porque esses "doidinhos" como vocês falam são pessoas como qualquer um de vocês e merecem nosso respeito.
Eu escolhi não ser um dos colegas, que só porque vêem pessoas diferente deles, acham que podem sair por aí humilhando e agredindo. Escolhi o respeito as diferenças, escolhi a não viver com medo de sair de casa por causa de pessoas que se acham no direito de fazer essas PALHAÇADAS de muito mau gosto com os outros.
Hoje, não ligo, nem dou atenção a quem me chama das coisas que me chamavam antes. Não importa.
Mas outras pessoas como eu, infelizmente ainda não descobriu a sua própria força (sem ser bruta) para fazer com que esses comentários se tornem só uma voz insignificante.
Tenho orgulho de ser como sou e, não tenho medo de dizer, como nós dizemos no teatro, antes de entrar no palco, EU DOU O QUE SOU E JÁ DESFRUTO DISSO!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Turbilhão de pensamentos...

Às vezes nem eu mesma sei como me sinto. Tantos sentimentos confusos, pensamentos que parecem se perder em uma tempestade de emoções.

Meus dias sempre foram "apaixonados". Fui, sou e sempre serei uma mulher apaixonada. Apaixonada pela vida, pelos meus amigos queridos, minha familia complicada RS (mas qual não é)! E quem sabe, apaixonada por um grande amor...E, acima de tudo...o amor, todas as formas de amar.

Um amor sem restrições, sem preconceito, seja de que tipo for, amor que protege mas que não sufoque, que seja sincero, gentil.

Hoje, dou muito valor à vida que tenho (mesmo que às vezes não parece, pois sou muito reclamona). Mas sempre que estou em casa sozinha, penso nas coisas que queria ter feito e não fiz, falado e não falei. Coisas que fazem com que você reflita sobre você mesma, sobre sua vida, etc. Sou incondicionalmente amante do amor. Isso é o valor mais precioso da minha vida.

Tenho minhas frustrações também, por isso escrevo, penso, reflito. Pensamentos que às vezes não me deixam em paz, que parecem me consumir de uma forma que não sei explicar. Pensamentos bom ou ruins.

É, acho que preciso me tratar, de alguma forma.. Não sei se sou normal, ou só confusa mesmo!RS