terça-feira, 28 de setembro de 2010

Todos os dias me vem uma milhão de coisas a mente. Pessoas que me cercam, que fazem e já fizeram parte da minha vida. Lugares onde passei e onde ainda vou passar. Momentos difíceis de esquecer ou que não queremos que sejam esquecidos. Penso nas tantas vezes que já reclamei da vida que tenho e, percebi que, seria sim mais fácil ficar me lamentando, colocando culpa de tudo que sinto e passo na minha deficiência. Me fazendo de vítima, como dizem. Mas me dizeram uma vez e, acredito ser verdade, que a lamúria é o caminho mais rápido para a infelicidade. Todos temos algo a reclamar, "botar para fora" o que sentimos, quando nos sentimos rejeitados, seja no presente ou no passado. E, por medo de uma nova decepção, pressentimos o nosso futuro como sendo assim também. Tudo bem, eu confesso, eu sou uma pessoa muito reclamona mas, qual é, quem não é, pelo menos um pouquinho! Não fazemos por querer, garanto. É que, temos medo, muito medo do que virá pela frente. Estava conversando com um conhecido meu sobre isso. Das pessoas que "perdemos" no caminho, que nos abandonaram sem sequer uma explicação. O fato é...as pessoas vão olhar, algumas não vão entender e outras vão até se afastar. Sentimos como se fôssemos completamente diferentes. Eu me sentia como se não tivesse direito a ter nenhum amigo. É complicado porque não dá para querer que alguém que esteja ao nosso lado saiba exatamente o que temos e como gostaríamos de ser tratados.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sonho. Sonhar, desejar, realizar. Sempre sonho com um lugar lindo. Tenho vontade de sair, encontrar um alguém muito especial para mim que, não inporta o quão longe estejamos um do outro, sempre estará em meu coração e nos meus pensamentos. Estive em Londres o ano passado durante as férias e, realizei um sonho recorrente que tinha. Reeincontrei um amigo, namorado de infãncia RS, que não via desde os meus sete anos. Foi uma alegria imensa, a cada vez que me aproximava do momento de poder vê-lo, minhas mãos tremiam, fiquei tão nervosa que nem consegui falar com ele direito. E olha que, dessa vez o Alex me viu andando bem melhor do que quando eramos criança. RS Sonho constantemente com o Alex, meu querido. Que, de surpresa, vinha ao Brasil me visitar. O conheci durante um tratamento que fazia na Hungria. Conheci a irmã dele também, Amanda. Ambos com a mesma deficiência que a minha. Desde então, sonhava com o dia em que nos encontrariamos de novo. No período em que fiz o tratamento, passei uma temporada com eles em sua casa no País de Gale. Adorei o tempo que fiquei por lá. Nós íamos para escola e voltavamos juntos, era uma festa! Em meus sonhos, sempre estou com eles. Mas sei que realizarei meu sonho novamente, afinal de contas, nem poderia imaginar que poderia encontrar o Alex na véspera do meu aniversário, ano passado. São duas pessoas que amo imensamente, Alex e Amanda vivem para sempre no meu coração. Sei que vou realizar esse e vários outros sonhos meus. Desejo bem bem forte estar com eles de novo. RS Ah, estou tão fliz! Porque depois de anos, não perdemos contato. Posso falar com eles por e-mail, MSN e, agora, com o SKYPE. Legaal né.:) Nossa, eu os amo demais. RS

terça-feira, 31 de agosto de 2010

capitulos de nossa história

Meu nome é Júlia de Souza Maia. Fiz 25 anos no começo de Agosto. Outro cápitulo a ser escrito. Mas, não é fácil escrever nossa história. Detalhes, momentos, sentimentos, lembranças. Coisas que julgávamos ter esquecido, mas que estão lá, quardados, esperando para ressurgir como uma explosão de idéias para serem postas numa folha em branco. Sentimentos que, muitas vezes nos provocam dor e sofrimento ao serem contados. Momentos e detalhes que prometemos deixar arquivado e quardados em algum lugar seguro para que ninguém possa ver. Mas, em algum momento, fazemos um balanço, por assim dizer, da nossa vida, de como a vivemos e de como queremos viver daqui para frente. Mas como fazer diferente? Será que queremos de verdade fazer tudo diferente do que fizemos antes? Fazemos perguntas a nós mesmos sobre nossas vidas, se fizemos tudo certo ou se temos que mudar. Perguntamos porque mudar, mudar o que, o que estamos fazendo de errado? Às vezes, parece que sentimos nosso mundo desmoronar aos nossos pés. Não sabemos o que fazer para não nos sentirmos tão... tão...sei lá. RS! Olha eu aqui, falando não sei o que, baseado não sei em que .Só sei que, muitas vezes me sinto tão desnorteada,(ufa! o que me conforta é saber que não sou só eu RS),precisando desabafar com alguém. Acho que é uma mistura de sentimentos inexplicáveis, que não consigo controlar nem dizer o porque. Parece que alguma coisa toma conta de mim sem que eu possa sair correndo, como é minha vontade, muitas vezes. Aff, já nem sei mais o que falar, como agir. Quero ter alguém com quem conversar ou simplesmente sair com alguém que me faça compania.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

palavras de um coração atormentado.

Querido, meu querido! Preciso que saiba como me matou. Não matou meu amor por você e sim, a vontade de estar ao seu lado. Fui morta mais uma vez. Me maltratou, foi grosseiro sem precisar ser e, até, para mim, foi por muitas vezes omisso, me sentia esquecida e sem importância. Claro que,nem sempre era assim. Muita confusão se alastrou dentro de você. Estava disposta a te entender, consolar quando necessário mas, isso você não pode esperar. Seu desespero foi maior, não soube agir com o que estava sentindo, seja lá o que tenha sido. Lamento dizer que vai continuar. Por diversas vezes não vai saber o que fazer, vai ficar cada vez mais difícil se controlar, não vai ser fácil e, acredite, não é, para ninguém. Por sorte que, vez ou outra, encontramos um alguém que se torna muito importante para nós, que se esforça para nos ajudar, mesmo quando não temos força ou coragem para pedir. Mas, também é preciso saber ajudar a si mesmo, encontrar forças não sei da onde para continuarmos. É complicado porque, as vezes parece que estamos no fundo do poço e precisamos que alguém nos puxe mas, adivinhem...esse alguém somos nós mesmos. Podemos até ter algum empurrãozinho, mas o trabalho é nosso. Não sei porque é tão difícil pedir ajudar, reconhecer que, pelo menos naquele momento, precisa de alguém para ficar ao seu lado, te ouvir, dar colo se preciso ou, simplesmente, estar com você. Companherismo, cumplicidade, amizade, amor. Dê-se uma chance, quantas puder mas, se permita uma nova chance para ver que o mundo não é tão ruim assim. As vezes, pode ser amedrontador sim mas,temos que enfrentar as coisas do jeito que der, mesmo que para isso tenhamos que, fazer das tripas coração.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu entendo que todos dizem que eu sou guerreira, que sou uma vitoriosa e, todas essas coisas. Até gosto, de verdade, me sinto bem, valorizada. Mas, temo não suprir as expectativas que possam, por ventura,ser atribuídas a mim. Me sinto em uma casa onde só tenham paredes e espelhos, por todos os lados. Por onde olho, vejo paredes cada vez mais me encurralando, me espremendo. Um pouquinho a cada vez. Espelhos, que me mostram duas versões de mim mesma. E isso, me assusta. Posso estar sendo um pouco dramática, mas, é que...,na verdade, me sinto tão confusa que as vezes nem sei mais quem sou eu.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estou fazendo tudo errado,não estou? as vezes, me olho no espelho e não me reconheço mais. Me pergunto: o que estou fazendo aqui, hoje? Em um dia, eu sou segura, apaixonada, que sabe o que quer. Em outro, parece que meu mundo está a ponto de desmoronar em cima de mim. Até parece que existem duas de mim. E, não sei quando uma entra em cena e a outra sai. As vezes penso em fugir daqui, de mim, dos outros...sei lá, me bate um desespero, uma insegurança. Faço besteira sem querer fazer em casa. Parece que estou explodindo e não consigo me controlar. Faço as coisas sem pensar, como se não fosse eu que estivesse ali. Depois, penso no que fiz, me bate uma tristeza, quero poder consertar tudo o que aconteceu. Tenho medo, me dá vontade de chorar, de gritar e pedir colo mas, me sinto bloqueada. Minha mãe, acho que tenho medo de que coloque muita expectativa em mim e eu não dar conta. Desculpa!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais um dia se passa.Penso em tudo que me disseram e dizem. Procuro não me abalar com os comentários. Não vou dizer que não fico incomodada com o "falatório".Mas hoje, aliás, já a algum tempo, desisti de ficar me preocupando com isso. Tenho que, preciso viver!Eu estou tão feliz. Minha familia me ama, tenho amigos maravilhosos, (meio sumidos, é verdade, mas eu os adoro)Não quero que ninguém fique triste por mim. As vezes, o sofrimento é meio que inevitável mas, aprendemos com isso. c'est la vie