quarta-feira, 8 de junho de 2011
Hate versus Love
Tem várias coisas que eu amo, amo mesmo e outras...ah...nem tanto.
Algumas pessoas que foram muito importantes para mim, que diziam me amar, me deixavam sempre pelo mesmo motivo: minha deficiência. Dando ouvidos a pessoas que olham, julgam, comentam e apontam nossos "defeitos". Alguns tentam falar de um jeito mais "bonito" para não machucar. Outros falam na cara mesmo.
Sabe, isso dá uma raiva. Odeio me sentir assim, vulnerável, sozinha de novo. Com vontade de correr, me esconder.
Aí eu penso, o que pesa mais, o amor ou o que dizem a respeito da pessoa que está ao seu lado, que gosta tanto de você ao ponto de pensar por um segundo que isso não importaria.
Por isso que, por mais que eu goste do dia dos namorados, ainda não consigo deixar de lado essas ,muitas vezes, dolorosas lembranças. Um dia, quem sabe eu consiga né.
Para o meu conforto, consolo e, minha sorte, tenho amigos que amo muito e sei que jamais deixariam nem deixaram esse fator nos separar.
É... talvez eu não seja o tipo de pessoa que tenha um amor incrível, daqueles de conto de fadas que estava escrito no destino. Talvez sim. Quem sabe.
Eu nunca desisti de mim embora, as vezes me bata um pequeno desespero. Eu sei que vou encontrar alguém que não desista também.
terça-feira, 3 de maio de 2011
"A dream is a wish your heart makes"
Nunca me disseram que eu deveria parar de sonhar. Desistir de tudo, ou quase tudo, que sempre quis.
No começo pode até parecer uma coisa insana, impossivel de se realizar mas, daí secumbir a um antigo desejo. Não! Me recuso a deixar que isso aconteça. Nunca fiz isso na vida e, não é agora que vou começar. Sempre me esforcei ao máximo para alcançar meus objetivos e não vou largar tudo agora. Sei que sou capaz e, posso muito mais.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Reciclar...
Todos passamos por situações que preferimos esquecer, é verdade. Mas com o tempo, entendemos, ou não, (aí ficamos frustrados), que talvez fosse necessário o que quer que tenha ocorrido para então amadurecermos, nos reinventando e termos parcimônia para lidar com futuros dilemas.
Reciclagem. Lixo. Coisas jogadas fora para serem reaproveitadas. A vida também pode ser reaproveitada. As vezes, sentimos que precisamos de uma "sacudida", viver a vida como nunca foi pensada antes. Se reciclar. Transformar o velho, quebrado, magoado, em algo reaproveitado.
O que antes fora quebrado, claro as vezes não dá para consertar, mas dá para para transformá-lo.
Começar de novo, traçando novas metas, ficando de pé novamente, sem se conformar em dizer: acabou.
Se levantar a cada queda, a cada decepção, por mais difícil que seja, sem nunca desistir. Desistência, problema, são palavras que te põe para baixo, que deveriam ser banidas do nosso vocabulário.
Os assombros do passado pode nos fortalecer tanto quando nos deixar traumatizados por um bom tempo. Cabe a nós, com ou sem ajuda, nos reerguer e lutar de novo, reescrevendo nossa história.
Sempre haverá situações complicadas e, muitas vezes teremos vontade de simplesmente fingir que aquilo não está ali, para não nos magoarmos de novo mas, isso meio que é inevitável as vezes né, então moçada, cabeça erguida e, por mais que doa, seguiremos sempre em frente.
terça-feira, 1 de março de 2011
confidence...
Confiança....uma palavra tão pequena para um significado tão grande, né?!
É difícil de conquistar e tão fácil de perder. Uma vez quebrada, não conseguimos facilmente, digamos..."juntar os cacos".
Se deixar levar por momentos, confiar demais em uma determinada pessoa pode, e geralmente é o que acontece, deixar cicatrizes difíceis de serem curadas. E então fica uma voz na sua cabeça falando: por que você fez isso? não devia. Não quero passar por isso de novo.
Confiar, poder contar com pessoas que te cercam, sentir que pode contar sempre com aquela pessoa. Isso tudo é muito bonito, mas, quando o que você achava que tinha com aquela pessoa, parece que seu mundo vai cair, quer dizer, você se abriu, se entregou e tudo isso agora parece ter evaporado de uma vez só. É amedrontador! Mas o pior é saber, sentir que, se abrir de novo, poderá faltar o chão de novo.
Encontrar um amor, um amigo, em quem você possa contar, confiar e saber, com a certeza de que pode nele acreditar...
Não tem volta. Sentimos um abandono e que nada vai conseguir "te consertar". Um caminho sem retorno. Me senti assim algumas vezes e não é nada legal. O mundo parece ruir a cada passo que você dá, passa a sentir raiva e aquele sentimento vai te corroendo até que, encontra outra pessoa com quem acha que vai ser diferente, que vai poder dividir tudo e então, quando menos espera, está vivendo toda essa situação de novo.
Aí, começa a se questionar. Sua confiança em si mesmo fica abalada, acha que não é boa nem bonita o bastante, se achando terrivelmente insegura e impotente por te magoarem e você não poder fazer nada a respeito.
Mas, apesar de tudo, acredito que existe alguém esperando por mim, que ajude a construir a confiança quebrada por tanto tempo. É difícil acreditar quando já foi tão magoada.
Não é fácil falar sobre coisas que passamos e que aconteceram. Nossa! Que tola eu.
Tem que passar. Dizem que o tempo cura tudo, né? Vamos esperar, então.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Libertar...
A conquista da liberdade é um processo gradativo. Não basta só falar para seus pais: "estou pronto, me deixem ir".
Estive conversando com um amigo meu, com a mesma deficiência que a minha. Como passamos por quase as mesmas coisas, ele me confessou que se sentia, hum...não sei se essa é a palavra adequada, inseguro com o excesso de preocupação dos pais. Me confessou também que uma das poucas vezes em que se sentiu verdadeiramente livre foi quando, na "faculdade" tinha seu próprio alojamento e podia tomar conta de si.
Meu amigo me perguntou como eu fazia, já que eu saio sozinha, faço minhas coisas, encontro meus amigos. Sinceramente não sei o que dizer na maioria de vezes em que nos falamos.
O fato é que, deixar que seus filhos "saiam de debaixo de suas asas" é complicado. Preocupações, medo de quebrarem a cara, que se machuquem, até de darem um passo errado. Mas os pais não vivem para sempre, vivem? Então, quanto mais cedo estivermos prontos para enfrentar a vida melhor, não é? mas também não é assim: pai, mãe, obrigado por me ensinarem tudo que preciso, fui" Rs.
Paulatinamente mostraremos aos nossos pais como nos sentimos e como somos capazes de "nos mostrar", vivendo a vida. Conversas são a chave.
Excesso de preocupação pode atrapalhar em vez de ajudar. Nos ouçam em lugar de simplesmente se preocuparem. Isso tá embutido na tarefa de ser pais né, eu sei. E não só pais, tios, avós, enfim, família. Somos gratos por isso. Eu sou grata a todos que se preocupam comigo.
Prometo que me cuidarei!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
momentos mais do que especiais...
domingo, 16 de janeiro de 2011
"I am what I am"
"Eu sou o que sou e já desfruto disso". É...sou e sei disso. Às vezes usamos isso como uma espécie de escudo (acho que é isso mesmo) e ficamos com medo de ficarmos vulneráveis lá fora, diante do que teremos que enfrentar. E é feio, eu vi. Pessoas que são diferentes podem ser tratadas como se fossem leprosas ou algo assim. Pessoas com pensamento pequeno, a meu ver, podem ser tão cruéis.
Por isso e por não nos aceitarmos como somos, nos escondemos em nós mesmos para nos defendermos e até fugirmos de alguma situação que nos machuque.
Mas, exatamente por sermos assim devemos dizer: "eu quero, eu posso, eu consigo". Somos seres humanos também e queremos igualdade.
A sociedade não pode estabelecer o que somos e como deveremos ser. " Para mim, ser diferente é ser normal"
Pronto falei :)
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