quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Luz dos meus olhos!

Gramado...Cidade belíssima. Adoro! Belas vistas, bons restaurantes, lindas lojinhas espalhadas pela cidade. Tudo muito arrumadinho. Os hotéis. Ah, os hotéis, esses são uma gracinha! É até difícil decidir qual se gosta mais. Zerra Azul. O hotel que vou desde pequenininha. Fica no centro da cidade e você pode andar pelos cantos mais bonitinhos de Gramado. Saindo do hotel, atravessando a rua, se você gosta de massa, conheço um ótimo restaurante lá. Seguindo a diante, pode tomar um café ou um chocolate quente no Ateliê do Café (adoro ir lá). Tem também a fábrica de chocolate, lá tem um morango com chocolate que, Meu Deus do Céu! Mais para frente tem a loja de cristais, incrível! Do outro lado da rua tem o Kur, onde tem cada creme cheiroso! Tem mais coisa, mas, se eu for escrever tudo aqui vou acabar escrevendo um livro :) E além do mais, tem mais hotéis para falar. Saint Hubertus. Fica em frente ao lago negro, onde eu andava de pedalinho. O hotel é uma graça, os quartos belíssimos e um café da manhã muito bom. Simone, a gerente, é uma pessoa ótima e muito agradável, além de muito atenciosa, claro. Laje de Pedras. Muito bonita entrada com casa lindíssima (minha opinião). Hotel muito bom e a vista maravilhosa. E por fim, mas não menos importante, o magnífico Saint Andrews. Difícil descrever esse. Logo na entrada se vê a imponência do lugar. Todos muito bem trajados, impecável apresentação de sua equipe. Quartos uma mais lindo que o outro. Café da manha, SUPERB! Miguel, o gerente, super atencioso, assim como a Ana, a concierge e todos lá. Rodrigo, que me serviu o café da manhã, o fez magnificamente bem. A chef de cuisine Marina Fontes preparou um maravilhoso jantar que foi servido na adega do hotel pelo sommelier Gustavo. Que ótimo jantar não?! Fiquei no quarto esmeralda. Amplo quarto com uma cama de casal só para mim, que fantástico! O banheiro quentinho, uma delícia. Ah, se você telefonar para a recepção eles podem te trazer um Ipad, se você pedir. Muito bom né?! A vida, nem preciso comentas, esplêndida! Ganhei as férias :)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Igual e diferente

Eu sempre me senti muito mais diferente do que normal, igual a todo mundo. Nunca achei que a normalidade fosse para mim. Na escola, eu via as garotas todas muito bonitas, confiantes e andando sempre seguras de si. Queria ser igual, tentava ser igual. Os meninos me achavam feia e, muitas vezes me diziam isso. Feia, esquisita e outros adjetivos nada amigáveis. Muitas vezes eu ficava sozinha sentada no pátio do colégio porque ninguém queria ficar do meu lado. Não me chamavam para brincar. Aí, muitas vezes, eu ficava lá, sentada num dos bancos vendo todos jogarem bola e comendo lanche juntos. Sentia-me ameaçada, por mais que seja difícil e até constrangedor admitir. Todo garoto que eu ficava afim, tava sempre fora do meu alcance e, quando era brincavam comigo. Já teve até quem disse ter pena de mim, que nunca iria arranjar alguém. Eu adorava um garoto lá da escola, até mais do que gostaria. E quando eu gosto, eu gosto. Ele era lindo, fiquei encantada por ele assim que passei pelo portão da escola. Aí começou né, escrevi uma, duas, três, cartas para ele dizendo o que estava sentindo. Na verdade nem lembro quantas cartas escrevi, mas sei que foram muitas. Fiquei arrasada quando, por diversas vezes, ele disse que eu não era nada, que ele não me queria. Como eu nunca fui do tipo que desiste no primeiro não, fui atrás e mais uma vez fui recusada. Já perdi as contas de quantas vezes já corri atrás do que eu achava ser meu príncipe, mas, qual é! no ensino fundamental vislumbramos cada coisa que chega até ser ridículo. Eu me sentia feia, desinteressante, desajeitada, sem atrativo nenhum. Achava que para ser bonita eu tinha que tentar ser o mais igual possível da menina eleita mais bonita da escola. Ela tinha cabelo comprido, não usava óculos, andava direito e ainda por cima era a mais popular da escola, todos gostavam dela. Para variar, queria ser igual. Aliás, eu queria não ser quem eu era na escola. Sentia-me tão humilhada, invisível às vezes. Doía-me muito quando me chamavam de esquisita, de feia, essas coisas que me deixavam lá para baixo. Eu queria ser bonita igual às garotas da escola, ser inteligente igual a elas. Eu me julgava não a altura daquelas meninas. Fizeram-me acreditar que eu possuía todas as características negativas que me fizeram acreditar que eu não tinha nenhuma qualidade, nenhum atrativo. A única coisa que chamava a atenção em mim eram minhas pernas desequilibradas. Eu me olhava e não me sentia bonita, sentia vergonha de ser como eu era, de quem eu era. Olhando para aquelas meninas que eu achava linda, eu pensava que eu tinha que fazer de tudo para ser igual a elas. Eu queria me sentir bonita também, valorizada pelo menino que eu tanto gostava. Mas ele me via como uma menina que ele também podia caçoar como o resto da turma. Ser igual ao pessoal da escola, ser popular e me enturmar com os outros era tudo que eu queria. Mas, como um patinho feio, como eu me achava, pode se igualar aos outros? Iriam rir mais ainda da minha cara se eu tentasse. Mas, Julia, você é diferente, então, não tente ser igual a ninguém que não dá. Eu acho que eu tive que passar por tudo isso na escola para entender que o meu diferente é legal. Olhando para trás eu vejo que não seria bom para mim querer ser igual aquelas meninas porque, além de eu não conseguir, pois cada um é como deveria ser, não queria ter o sentimento de superioridade, esnobes, que elas tinham achando que só por serem bonitas e populares podiam sair pisando em quem era diferente. Isso tudo me fez perceber que eu posso não ser a mais bonita, a mais inteligente ou mais popular, mas, o que isso fez de mim. Eu sou assim, do jeitinho que eu sou hoje. Tudo o que me aconteceu me fizeram ser quem eu sou hoje. Claro que as coisas que eu passava na escola ainda me acompanharam em alguns momentos da minha vida. Mas coisas assim ou até pior, ainda vão acontecer muito comigo, mas, tudo bem. Hoje sei que isso só me fez crescer, sempre. O menino, hoje um homem, que me fez sofrer na época, me ensinou que, linda, feia, inteligente ou não tão inteligente assim, popular ou não, ele pode não gostar de você não por suas qualidade mas sim porque ele simplesmente não esta a fim. É o sentimento que rege. E, as meninas que eu tanto achava bonitas eram esnobes e viviam de nariz empinado para quem quer que seja. Descobri que não precisava tentar ser igual a ninguém. Bastava eu ser...eu. Meu nome é Júlia de Souza Maia, 26 anos. Não sou o “padrão” de mulher que a maioria dos homens tanto desejam. Não me acho tão inteligente assim e não sou popular, pelo menos acho que não. Mas hoje sei que sou bonita, do meu jeito é claro, às vezes até me acho atraente, mas, acho que minha auto estima não subiu muito, pelo menos não como eu gostaria. Minha diferença me fez ser igual. Ninguém é igual mesmo. :)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Segunda chance...

Segunda chance. Segundas, terceiras, quantas a vida quiser me dar. E ela já me deu algumas. Quando eu era criança, uns cinco anos de idade, entrei num instituto que ficava na Hungria, onde passava maior parte do meu tempo por causa do meu tratamento. Lembro que senti ao chegar lá, a princípio, posso dizer que fiquei um pouco assustada. Gente estranha, um lugar cheio de coisas para fazer exercícios que podiam machucar. Pensei que não ia me achar no meio daquilo tudo ali. De repente me vi ali sozinha, sem minha mãe, que sempre me acompanhava. Então fiquei por me adaptar né?! As aulas eram das nove da manhã às cinco da tarde. Confesso que nos primeiros dias me deu vontade de ir embora, pois minhas pernas doíam muito e os exercícios eram muito puxados. Mas não dava para simplesmente largar e ir.:) Tive muito aprender e sabia que sempre teria, cada vez mais e mais. Lembro vagamente das palavras de uma de minhas professoras, Eva, que dizia: Vai Júlia, você consegue! Durante quase dois anos, todos os dias, a ouvia dizer que se eu me esforçasse muito iria consegui isso e muito mais. Além de mim com ataxia, tinham mais dois que são meus amigos até hoje, a Amanda e o Alex. Por eles também eu não poderia desistir. Aliás, desistir jamais! E foi o que eu fiz, continuei meu tratamento ao lado dos meus amigos e, mesmo minhas pernas doendo, no fundo eu sabia que isso seria bom para mim. Mas o que eu não sabia, nem sequer imaginava era que eu conseguiria fazer tudo que faço hoje. Por isso, tenho várias chances nas mãos, me transformo, me renovo, me reinvento. Todos os dias. Hoje sou quem quero ser. E como posso ser. Sem medo de tropeçar em minhas dificuldades e, a cada vitória, sim, coisas que não podia fazer e agora posso, por mais simples que seja, alegro-me como uma criança e quero que todos vejam QUE EU CONSEGUI “Eu posso, eu consigo, eu transformo”.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Minha vida com a ataxia

Vivo com ataxia há quase 26 anos agora, e, já é como se fosse uma parte de mim; é uma parte de mim. Ensinaram-me a conviver com essa condição permanente? Permanente porque não tem cura e vou conviver com ela a vida toda Mas, pelo menos aprendi ou acho que aprendi a digamos, amenizar essa convivência. Sim, porque não é fácil não, viu! Durante anos quis saber a causa, ou a possível causa da minha ataxia. Demorou um pouco para aceitar que não havia nenhuma causa explicável ou pelo menos, eu não soube de nenhuma. Isso ocasionou a minha falta de coordenação dos movimentos e afetou meu equilíbrio. A vida com a ataxia não me incomoda hoje. Vivo como posso, o que é muita coisa, comparado às coisas que eu achava, e os outros também achavam, que eu nunca poderia fazer. Tá certo que eu não corro, não pulo, não ando de bicicleta, não dirijo etc, mas ajudo em casa. Vou ao mercado para minha mãe - atravessando a rua sozinha - compro pão, vou à lavanderia... E posso fazer algumas tarefas domésticas, lavo louça (me aborrece muito quando quebro alguma coisa), etc. Às vezes, quando bate um desespero, dá vontade de sair gritando, xingando tudo e a todos mas, depois que esfrio a cabeça, vejo tudo o que conquistei e as pessoas que enfrentei para estar como estou agora, tudo fica bem. :) A ataxia, o jeito que ando, já me causou algumas situações um pouco embaraçosas mas ao mesmo tempo engraçadas. Por exemplo? Certa vez, saindo da faculdade a caminho do metrô, uma moça se aproximou de mim e disparou: não esta muito cedo para beber? numa situação dessa dá até vontade de perder a compostura e descascar com a pessoa mas, ensinaram-me a ser educada, então respondi educadamente e, com muita paciência, que era esse o meu jeito de andar. Ela ficou calada e eu segui meu caminho. Chegando a estação de metrô, olhei para trás e vi a mesma moça parada me olhando com um olhar para mim bem familiar: espanto, pena, sei lá mais o quê. Mas, sabia que esse olhar já me perseguia antes. Enfim, como não tem cura o que tenho, só melhora, como diz minha mãe, tento melhorar sempre. Me incomoda mas não como antes. Acho até que fiquei mais forte agora. Não me abalo tanto. E continuo vivendo... Vivendo como dá.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hate versus Love

Tem várias coisas que eu amo, amo mesmo e outras...ah...nem tanto. Algumas pessoas que foram muito importantes para mim, que diziam me amar, me deixavam sempre pelo mesmo motivo: minha deficiência. Dando ouvidos a pessoas que olham, julgam, comentam e apontam nossos "defeitos". Alguns tentam falar de um jeito mais "bonito" para não machucar. Outros falam na cara mesmo. Sabe, isso dá uma raiva. Odeio me sentir assim, vulnerável, sozinha de novo. Com vontade de correr, me esconder. Aí eu penso, o que pesa mais, o amor ou o que dizem a respeito da pessoa que está ao seu lado, que gosta tanto de você ao ponto de pensar por um segundo que isso não importaria. Por isso que, por mais que eu goste do dia dos namorados, ainda não consigo deixar de lado essas ,muitas vezes, dolorosas lembranças. Um dia, quem sabe eu consiga né. Para o meu conforto, consolo e, minha sorte, tenho amigos que amo muito e sei que jamais deixariam nem deixaram esse fator nos separar. É... talvez eu não seja o tipo de pessoa que tenha um amor incrível, daqueles de conto de fadas que estava escrito no destino. Talvez sim. Quem sabe. Eu nunca desisti de mim embora, as vezes me bata um pequeno desespero. Eu sei que vou encontrar alguém que não desista também.

terça-feira, 3 de maio de 2011

"A dream is a wish your heart makes"

Nunca me disseram que eu deveria parar de sonhar. Desistir de tudo, ou quase tudo, que sempre quis. No começo pode até parecer uma coisa insana, impossivel de se realizar mas, daí secumbir a um antigo desejo. Não! Me recuso a deixar que isso aconteça. Nunca fiz isso na vida e, não é agora que vou começar. Sempre me esforcei ao máximo para alcançar meus objetivos e não vou largar tudo agora. Sei que sou capaz e, posso muito mais.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Reciclar...

Todos passamos por situações que preferimos esquecer, é verdade. Mas com o tempo, entendemos, ou não, (aí ficamos frustrados), que talvez fosse necessário o que quer que tenha ocorrido para então amadurecermos, nos reinventando e termos parcimônia para lidar com futuros dilemas. Reciclagem. Lixo. Coisas jogadas fora para serem reaproveitadas. A vida também pode ser reaproveitada. As vezes, sentimos que precisamos de uma "sacudida", viver a vida como nunca foi pensada antes. Se reciclar. Transformar o velho, quebrado, magoado, em algo reaproveitado. O que antes fora quebrado, claro as vezes não dá para consertar, mas dá para para transformá-lo. Começar de novo, traçando novas metas, ficando de pé novamente, sem se conformar em dizer: acabou. Se levantar a cada queda, a cada decepção, por mais difícil que seja, sem nunca desistir. Desistência, problema, são palavras que te põe para baixo, que deveriam ser banidas do nosso vocabulário. Os assombros do passado pode nos fortalecer tanto quando nos deixar traumatizados por um bom tempo. Cabe a nós, com ou sem ajuda, nos reerguer e lutar de novo, reescrevendo nossa história. Sempre haverá situações complicadas e, muitas vezes teremos vontade de simplesmente fingir que aquilo não está ali, para não nos magoarmos de novo mas, isso meio que é inevitável as vezes né, então moçada, cabeça erguida e, por mais que doa, seguiremos sempre em frente.