domingo, 29 de setembro de 2013

Memories...













Memórias aprisionadas, perdidas no tempo que nos faz uma visita de vez em quando.
Nos sentimos idiota por deixar tal lembrança passar por nós. Muitas vezes, deixam marcas tão profundas que, por mais que o tempo passe, são difíceis de serem apagadas, esquecidas. Diria até quase impossível.
Lembranças passadas podem atormentar o presente e o futuro. Viver como uma sombra, não nos deixando seguir em frente e virar a página.
Em situações parecidas, o passado vem nos advertir: "Você já passou por isso, algo bem parecido, lembra? Já sabe o que acontece"
Essa vozinha é cruel. Querendo a todo custo nos impedir de criarmos novas lembranças, temendo serem dolorosas, tanto quanto foram antes.
Acho que não dá não é? Não tem como controlá-las, as lembranças, o que passamos estarão lá, sempre a espreita.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cada um com seu cada qual...

Sentimentos, ilusões, confusões, palhaçadas...São muitos, digamos "conflitos", em uma pessoa só. Ufa, as vezes fica difícil tentar decifrar a si mesmo. E, muitas vezes, por não darmos conta do que estamos sentindo, qual é o sentimento da vez, metemos os pés pelas mãos e a confusão toma conta. Não entendemos o que se passa conosco. Cada dia uma nova surpresa, "uma caixa de pandora". Não sabemos lidar com nossas confusões internas, isso não significa que não tentamos.
Um vulcão está no corpo, é muita informação, um dia tudo explode e quem está por perto pode sofrer as consequências disso com você.
Imaginemos um gráfico das coisas que estão dento da gente, não cabe tudo de uma vez. É
complicado armazenar tudo aí dentro e, para dar mais espaço, algumas coisas terão que se espremer, não necessariamente deixar de existir, mas ainda caber em um pedacinho não esquecido. Se pensarmos bem, os sentimentos estão diretamente ou indiretamente ligados aos possíveis, bem possíveis, conflitos internos que nos acompanham nessa arte que é viver. Isso, essa mistura equilibrada ou desequilibrada geram crises existencialistas e ficamos ou nos sentimos inconstantes. Vejo sentimentos muitas vezes sentidos, mas nem sempre identificados, daí a confusão, que gera os temíveis ou  não, conflitos internos. Conflito é bom, pois gera reformas. Mas esses conflitos que geram, ou podem não fazer nada, kkk, reformas podem causar o caos dentro de um ser humano até então "inofensivo" causando dores infelizmente ou felizmente inevitáveis, causando assim inúmeras circunstancias que podem, como na maioria das vezes, ser catastróficas...
­_ sei lá, acho que pessoas que se destroem com seus conflitos geralmente são porque tem muito medo de amadurecer, de crescer.
É uma constante mutação, constante metamorfose. Tudo muda você, até o simples fato de uma noite ter tido um sonho, ou acordado num lindo dia de sol. O que muita gente não sabe ou nem quer saber é que elas se destroem sem nem ao menos perceberem, o sentimento, o amadurecimento está lá, mas nem todo mundo percebe. Mas, creio eu, isso estar no corpo e na alma, impregnados como um vírus, quando você menos esperar acontece e, nem sempre estamos prontos para isso. Ás vezes, vai na marra mesmo kkk
_É por isso que acho reflexão tão boa, para você ter pensado antes naquilo que pode te mudar, para já ter um preparo da mente para algumas coisas, ser decidido sobre algumas questões antes mesmo delas surgirem.
Esse momento reflexivo é ótimo, mas muita gente não conhece o caminho de uma reflexão, ai a vida ensina. E ela não espera ninguém estar pronto, joga tudo no ventilador kkk. A sensibilidade de percepção não é todo mundo que tem, auto percepção, vem com o tempo ou simplesmente não vem. Tem quem passe a vida inteira procurando entender certas coisas, e quando entendem, se entendem, pode dar um nó na cabeça, que faz com que se percam ou façam coisas que não condizem com a maneira delas, kkk (enfiar os pés pelas mãos kk).
Mas essa "maneira delas" é muito relativa, pois todos temos potencial para ter esse tipo de reflexão, basta quereremos buscar isso ou não. Ter potencial é uma coisa, a dificuldade de decifrar seus próprios "enigmas" é outra coisa e as duas são bem distintas. Somos criaturas com um monte de criaturinhas indecifráveis dentro de nos mesmos kkkk. Tem quem goste de pegar as criaturinhas e investigar elas até não sobrar quase nada. Mas nem todo mundo sabe fazer isso né? Kkkk E, infelizmente, esse quase nada ainda é muito e, tem outra coisa, quando você acha que não sobrou mais nada, vem mais uma pontinha que se torna outra criaturinha kkkk.
Por isso as pessoas deviam faz isso mais, momento reflexão, afinal, não dizem que com a prática vem a perfeição, (acho meio balela isso, perfeição... chatice, mas...), elas vão conseguindo mais a cada dia.
Somos seres com assuntos inacabados, como fantasmas daquelas histórias kkk, E, ainda por cima tem muita coisa do subconsciente que não se entente né?, ai fica mais complicado.



texto colaborativo, com agradecimentos especiais a um aspirante a escritor,  Pedro Henrique Buson. Muito obrigada! 





sábado, 4 de maio de 2013

Sou assim sim, com muito orgulho. Prazer, eu sou....

Começo me apresentando. "Olá, meu nome é....". A pessoa do outro lado olha, acha estranho e, sinceramente não me importo...mais. Sou assim mesmo, se não gosta, paciência. Não vou tentar fazer com que goste de mim ou me aceite ao seu lado. Cada um é cada um, certo? Certo, mas tem uma coisa da qual não abro mão, RESPEITO.
Quer me conhecer? Ótimo. Vamos conversar  Quer me julgar? Não é bacana, mas, me conheça primeiro e depois veja se sou tudo aquilo que pensou. Posso não ser como imaginam que eu deva ser, ou como esperam que eu seja talvez. Me ouça, não peço muito. Procuro sempre ser verdadeira a respeito de tudo mas, acima de tudo, dois pontos fundamentais para mim: meus sentimentos e quem sou, ou como sou.
Eu "escolhi" a vida que levo. Como muita gente não sabe o que tenho, nem posso obriga-las a saber, e parece que tem medo de perguntar. Hoje em dia, quem quiser vir conversar comigo, não tenho problema nenhum em contar o porque eu sou desse ou aquele jeito. A única coisa que peço encarecidamente é, se não pode conviver comigo sem me olhar torto ou sentir vergonha, não sou o tipo de pessoa que obrigue ninguém a nada.
Se sou como sou, tudo bem que posso ser um pouco exagerada, sou palhaça, brincalhona, meio moleca, etc. Gosto de ser assim e, aliás, conversando com amigos, resolvi dizer, depois de anos sem sequer me perguntarem, porque sou meio "doidinha", respondi e, respondo para quem se interessar, porque sou assim, ajo como ajo perante a vida como uma forma de compensação por algo que perdi ou acho que perdi.
Hoje, sou mais ouvida, me sinto mais ouvida e ao mesmo tempo isso é tão a acolhedor. Quem me conhece, meus amigos, minha família e, aqueles que realmente se interessam por mim, de alguma maneira, vão me ouvir. Hoje, já não importa se fulano ou ciclano me ouvirão, o que acharão de mim. Chega! Eu quero ser essa...que, pessoas que convivem comigo conhecem, sabem, mesmo que mais ou menos, a minha história, como vivo minha vida.
Como diz a música "I am what I am
                                      I am my own special creation
                                      So come take a look"
                                     
Falo, claro, para quem quiser ouvir. Por exemplo, certa vez, sem me perguntarem nada, como de costume, perguntei: eu sei ser séria  sim, mas sabe porque eu prefiro ser assim? Se você tiver tempo e paciência, eu te explico e, qualquer dúvida pode me perguntar. Entendo que deve ter gente com medo de perguntar e me machucar, mas os olhares e a maneira como vou ser tratada me machuca muito mais. 
A vida não é tão gentil assim, mas prefiro conversar e me machucar sabendo do que sem nada, um grande vazio. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu e os outros "Eus"

Nos manifestamos como podemos. Conflitos são gerados a partir das manifestações humanas e como isso repercute no outro.
Uma vida sem conflitos não existe. Conflituamos conosco mesmo e com o outro.
Intervenções nem sempre são possíveis e, quando são, as consequências poderão ser catastróficas. A fuga seria quase impossível e a loucura bem próxima hehe. Quem está fora da situação pode até "ver uma luz no fim do túnel" e oferecer ou aconselhar uma saída. Mas dificilmente os envolvidos irão dar o braço a torcer.
Quando o assunto é nós conosco mesmo, aí podemos até desabafar com outras pessoas, tentar encontrar caminhos com ajuda de algum profissional, talvez olhar para dentro de si mesmo, etc. Isso tudo pode ajudar, como em algums casos ajuda mesmo. Mas, a resposta final sempre estará com você

domingo, 28 de abril de 2013

Bom, Ruim ou...Assim, Assim

A paixão é uma difusão turbulenta. Depois dessa área de turbulência podemos enxergar a presença ou a ausência de um envolvimento mais significativo. Intenso. Da alma.
Amar é se envolver com prazer e dor.
Para alguns, na minha opinião, o amor se tornou tão banal e o eu te amo tão insignificante, dito assim ao leu.
Tenho medo de amar mas mais medo ainda tenho de não amar. Um sentimento tão estranho que corrói e acaba com tudo que tem lá dentro. E, as vezes, quando a gente acha que acabou com tudo de vez, aparece uma pontinha que pode acabar virando uma grande pontona hehhe
Um psicanalista disse "as pessoas  a trocar de parceiro sempre que impeçam de realizar seus desejos ou obriguem a diminuir o ritmo de vida".
Nunca quis impedir que realizasse nada, pelo contrario, vou impulsionar  nas suas grandes conquistas, afinal sinto muito orgulho de ver quem amo conquistando tudo que deseja, progredindo. E quanto a diminuir o ritmo de vida, é apenas preocupação por lavar uma vida, muitas vezes, muito atribulada.
O amor, um relacionamento é uma via de mão dupla.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

tic, tac...

Como um coração pode funcionar só pela metade?
Pedacinhos dele foram sendo tirados de mim dia após dia. Uns com o meu consentimento, admito, outros sequer me foram solicitados mas de mim roubados.
Nunca fui nem me senti a garota mais bela do mundo, pela qual os garotos suspiravam. Minha auto estima esteve em baixa por muito tempo. Acho que aos pouco, mesmo que aos trancos e barrancos, vou conseguir torná-la no mínimo razoável. Olhava no espelho e não via nada interessante, só alguém
desmoronando no seu reflexo.
Já ouvi diversas vezes que o tempo cura, que com o tempo as coisas podem melhorar, o tempo isso, o tempo aquilo, o tempo... tempo... tempo...
É complicado deixar as coisas a encargo do tempo, e deixar a vida seguir seu curso. Muitas vezes nos propomos e , realmente acreditamos ou não querer isso, a nos "libertarmos das nossas trevas", do que já passou.
Há tempos em que pensamos que o tempo é nosso inimigo. Em certos momentos acreditamos piamente nisso mesmo.
Coisas, pessoas, partes de nós mesmos são perdidas ao longo do tempo.
Mesmo com corações partidos, trevas interiores e exteriores, coisas perdidas pelos caminhos, com tudo isso, a passagem de tempo leva, ou não, de uma forma ou outra, a nos conhecermos melhor.
Ao longo do tempo acrescentamos ou "retiramos" algo a nossa identidade.
Amores vão e vem mas com o passar do tempo sentimos falta daquele amor especial, daquele alguém especial ao nosso lado. Sentimos falta das conversas de antes. Dos carinhos e abraços. Dos sorrisos que arrancava mesmo quando tudo parecia estar um lixo na vida. No seu coração eu estava em casa.
Mas o tempo tira, depois pode colocar tudo de volta...ou pode passar...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Vou me equilibrando no meu desequilíbrio....


E assim vou andando...um passo de cada vez, como uma bailarina com uma corda debaixo dos pés.
Sou desequilibrada, fato e não posso mudá-lo, mas vivo da melhor maneira que posso. Mas também não vou usar uma placa amarrada no pescoço com os dizeres AQUI É UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Irão notar eventualmente, não preciso me justificar, como se precisasse me desculpar por ser assim.
Vou prestar mais atenção em mim agora,  me ouvir, me amar. Deixar o novo entrar e conviver o melhor possível com meus temores. Isso não quer dizer que eles não estarão lá. Aliás, sempre estiveram mas podemos facilitar a convivência né?.
O passado assombra, tentativas requerem coragem e força de vontade e querer, acima de tudo, que tudo possa ser diferente. Demônios, nossas próprias prisões, muitas vezes por acharmos que sempre será a mesma coisa, momentos já vividos e os medos de novamente passarmos por situações um tanto quanto incômodas. Por mais que sejam difíceis de superar em um primeiro momento, frustração maior de não ter havido tentativas será maior que os próprios demônios, que o passado, etc. 
Ouso dizer que o fracasso em si é não ter tentado um dia. Não conseguimos, uma nova tentativa por dia, várias possibilidade de se tentar. Hoje, acredito ser mais feliz como sou, me aceitei em fim. E continuo tentando, fazendo com que meus medos tenham medo de mim, por assim dizer. Lutando com meus demônios (todos temos, assim como nossas próprias prisões). Combatemos como podemos mas o importante é fazê-lo sem nunca deixar que os imprevistos e percalços que a vida nos impõe deixe que desistamos dos nossos propósitos.