sábado, 23 de maio de 2026

Nível...?

 Vivemos aprendendo coisas novas. Todo santo dia. Que excitante, não?! É como ganhar um presente que não pedimos, mas apareceu na porta. Esses dias ganhei um presente surpresa... Descobri mais uma coisa que, sinceramente não sei o que pensar.

Quando chegou a descoberta da minha deficiência, fomos atrás do que pudemos e fizemos o dava para fazer, correto? Isso foi lá entre 1985 (o ano que dei o ar dar graça) até 19 e lá vai bolinha. Vejam...lá atrás eu até sabia que a deficiência se chamava Paralisia Cerebral e, que existiam tipos. A minha carrega o tipo atáxica, que achava que, dos tipos de PC (Paralisia Cerebral), ela fosse a mais leve...entre as demais, claro.

E cresci achando isso, até porque já me disseram que das PCs, a minha é a mais rara e, eu acreditei (sou uma peça rara mesmo😉).

Existem outros tipos de PC e, descobri numa quinta feira a tarde, que existem níveis também... Como se videogame. Ou RPG. Ou plano de assinatura. E como a curiosidade matou a gata (no meu caso leoa pois sou leonina 😄), lá fui eu pesquisar! Hoje em dia com o Google e a IA é relativamente fácil achar coisa.

Primeiro de tudo, descobri em um site: einstein, que Paralisia Cerebral é conhecida por encefalopatia crônica não evolutiva. Olha...até faz sentido se pensarmos, cerebelo, encéfalo, tudo ali no mesmo condomínio neurológico.

Depois, por conta de um grupo de WhatsApp que faço parte, alguém comentou sobre os tais níveis (nenhum médico que já me consultei nunca ouvimos falar disso, minha mãe e eu). Aí coloquei no Google: níveis de Paralisia Cerebral e, o Google, sempre muito prestativo, me entregou um blog explicando os 5 Sistemas de Classificação Funcional. Cinco. Não um, não dois. Cinco.

E foi ali, lendo aquilo, que descobri que muito provavelmente sou nível 2. Nível 2. E eu achando que “nível” era coisa de suporte para autistas. Mas não. Aparentemente, até dentro da PC existe uma espécie de escadinha funcional. 

E eu aqui, quase quarenta anos depois, descobrindo que tenho um nível. Que vivi a vida toda sem saber que tinha um número me acompanhando. Que talvez eu seja mais rara do que imaginava, não só pela ataxia, mas por ter passado décadas sem ninguém mencionar esse detalhe.

Já comentei em certa ocasião que, se chegasse a descobri uma causa ou tivesse mais informações sobre minha condição, seria até legal, mas que nessas alturas do campeonato não mudaria muita coisa na minha vida, só estaria mais informada mesmo. Atualmente o que tenho gostado muito de fazer é combinar o que leio, e o que aprendo com a realidade que vivo e tentar temperar tudo com uma pitada de... humor? 😊

 

 

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