segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Contrato de convivência

Um olhar diz muita coisa né? Pois é, machuca muito também. Tenho a impressão que te cerca de tudo quanto é lado. É cruel, desafiador, e até, um pouco assustador às vezes. Mas quando, de olhares passam para atitudes, falatório, aí muda muita coisa.
Adjetivos negativos, "nomes têm poder e às vezes, e, sem querer, eles podem nos transformar nas criaturas que nos adjetivam". Podem mudar nossas vidas, deixando marcas, nos estigmatizando. Falo disso, de olhares dos quais me deparei a vida inteira e, sem querer me enganar, ainda vou ver muito deles por aí. Não dá para enganar, atitudes e blá, blá, blá não tem muito como escapar.!!! Intolerância, despreparo, insensibilidade, falta de informação, sei lá, não tem muito o que dizer dessas pessoas com olhares descarados que já seguiram e seguem tanta gente que é diferente.
Ok. O diferente sempre existiu. Ninguém é igual a ninguém. Mas existe duas palavras que temos que sempre ter em mente: convivência e respeito.
No primeiro ano da faculdade, fiz um contrato de convivência que, acredito que muitos devem levar isso para suas vidas. São três regrinhas básicas: a primeira regra básica para uma convivência no mínimo saudável é respeitar as particularidades e singularidades de cada pessoa; há também que saber ouvir, respeitando o espaço de cada um; e, para mim, é fundamental ser cordial e tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratado (a).
Bom, sinto, senti e, muito provavelmente sentirei esses olhares "impetuosos" novamente. Ufa, você saber que seu jeito traz consequências, mesmo que não muito positivas para você, você se aceitar do jeito que é ,já é meio caminho andado para tantas outas "secadas' que estejam nos aguardando por aí.
Durante anos desenhei olhos. Grandes, pequenos, expressivos, etc. Não tinha me atinado que, talvez fossem marcas das quais eu achava que devesse fugir minha vida toda. Mas, no final das contas, porque fugir mesmo?

Um comentário:

  1. Julia, querida...

    Anote aí!

    Você é muito especial.
    No melhor sentido do termo. Amada.

    E, se puder - e aqui é a voz do tio Quaresma -, dê menos ouvido a essas bobagens que, muitas vezes, são baseadas no medo da diferença.

    Ser diferente, no seu caso, é algo bom. Pode tomar nota.

    abraço,

    Alexandre.

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