terça-feira, 5 de março de 2013

Somos mais do que nossas deficiências....

Excluir uma pessoa só porque ela (ele) é diferente na minha opinião não é lá muito sábio, muito pelo contrário, é burrice. Todos somos diferentes, temos limitações diferentes.Por falta de informação ou medo de sermos julgados, tendemos a nos esconder por acharmos incapacitador para realizar atividade igual ou equivalente a pessoas da nossa idade. Muitas vezes, a pessoa portadora de deficiência poderá exercer tarefa igual, ou melhor do que muita gente "normal" por aí.
Quando nos deparamos com algo ou alguém diferente tendemos a olhar e nos afastar e muitas vezes julgamos sem saber as reais "condições".
Ninguém está isento de um gesto ou palavra preconceituosa. O que algumas pessoas, senão a maioria das pessoas deveriam saber que a discriminação e a prática preconceituosa são hábitos asquerosos e que ninguém merece ser julgado como "ser incapacitado ou coisa que o valia".
Ser deficiente não é uma doença nem alguma coisa contagiosa, só temos limitações diferentes a de uma pessoa "normal".
É do ser humano olhar o diferente, isso é fato. Mas é esse olhar que machuca, incomoda, mas, ao mesmo tempo, não podemos exigir que saibam o que temos, a explicação por nos olharem tanto. O que se quer é respeito a diversidade, ao jeito de ser de cada um.
Não é porque uma pessoa nasce com deficiência que deverá ser excluída. Muito pelo contrário, deve ser tratado com uma pessoa "normal" que é o que ele/ela é.
Cada pessoa, individuo, tem seu tempo, suas peculiaridades. Crianças, adolescentes e até adultos encontram, em geral, muita dificuldades de integração, não só em decorrência do preconceito de outros, mas também por sua baixa auto-estima e pouca sociabilidade.
O preconceito está presente na vida e na realidade de muita gente.Uma das coisas mais difíceis de lidar é o jeito que as pessoas olham para nós.
Por que existe o preconceito?
Preconceito nada mais é do que um julgamento antecipado que geralmente causa muito sofrimento à pessoa vítima desse comportamento. Seja pela cor, raça, religião, posição social ou, até mesmo contra alguém que possua algum tipo de deficiência.
Algumas pessoas tentem a se distanciar e a isolar os que nasceram com alguma limitação.
O que muitos não entendem, é que diferenças existem e estão em todos os lugares. Ser diferente não significa ser incapaz, e sim ter maiores limitações ou limitações diferentes.

segunda-feira, 4 de março de 2013

P que P

A vida já partiu e quebrou meu coração tantas vezes, honestamente, não sei como ele ainda bate. Mas, apesar disso continuei vivendo, tomando algumas porradas talvez, mas vivendo mesmo assim.
As vezes acho que além de ter sido treinada para fazer o que faço hoje, junto com o pacote, por assim dizer, digamos que tive que aprender a lidar com as vantagens e desvantagens de ser como sou. Só que eu não via vantagem nenhuma, muito pelo contrário, quanto mais tentava me encaixar mais sofria com o bullying por ser diferente. Então comecei a achar que o treinamento que tive lá na Hungria foi só pela metade. Lá eu aprendi a me erguer e reerguer mas, aqui fora, não tinha aprendido a me defender.
De certa forma, aprendi, e acho que continuo aprendendo, a sofrer ao tentar me enturmar pela primeira vez.
Digamos que daí para frente veio a fase de experimentação. De como iria encontrar maneiras para me defender, o que iria fazer  ou dizer ou como iria reagir ao ouvir alguém me atacar com palavras nada pouco gentis.
Ixi!! Já chorei, Já bati, xinguei e até briguei. E também não deixei de viver por causa disso. Agora que dá vontade de degolar muita gente por aí, isso dá.